agora eu tenho de aprender
a viver só, agora eu tenho de olhar para estes paredes e não as ter como estrangeiras,
agora tenho de guardar a criança que chora, ouvir a velha que prega ao som da
música de uma viola, agora tenho de aprender a cobrir o frio que já sinto, sentir
que fará o meu inverno, agora tenho de comprar uma bilha de gás e lavar a pilha
de louça e fazer a volta dos caixotes e calçar as pantufas aprender a tricotar assentar
arraial nos últimos tijolos agora eu tenho de assentar tijolos e garantir que
se tem a estante agora eu tenho de largar as redes que não me seguram e só
me ensinam a mentira e a ser de mentira ser de mentira agora eu ser de mentira
e largar agora eu mentira largar agora
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