Nesse tom definitivo NÃO
Sou timidamente voraz, disse-me ela uma das poucas vezes que abordamos o assunto, da mesma forma que agora me atira com um definitivamente não,
O que faço eu com este não redondo, olho a cidade velha, o céu majestoso que a acoberta, num fim de tarde ao rubro
Do vento afoito aqui sobre as muralhas, vejo a cidade velha, as últimas crianças que se abrigam da noite, uma cabrita tresmalhada, um porco pequeno sarapintado,
Ainda essa manhã seguia risonho por entre as mulatas roliças,
e que mulatas, chapam-nos com um sorriso, e abalam praça acima, rumo à igreja de cal branco.
acredito que se libertem umas feromonas ou olhares que indicam o caminho, mas às vezes é só caminho e atropela-nos..., insiste a voz dela, que agora me chega com extraordinária nitidez, como se estivesse a ouvi-la na cozinha, a cantarolar para a gata um fado desenhado pelo antunes