quarta-feira, junho 27, 2007

as cartas de emília - de quem fica

Quando nasceu a berenice pensei que te finava definitivamente da minha vontade.

É melhor assim, pensei enquanto te afastavas. E afastaste-te.
Acredita que é tão difícil partir quanto ficar. Em todo o caso eu fiquei, deixei-me ficar, se preferires. E deixei-te partir. Que mais havia a fazer?
Claro que não levo a mal o que me dizes, como poderia, se foi essa mesma palavra que me arrebatou. Imagino que deva haver sempre um reverso da moeda, imagino que deva haver sempre quem fique, para que outros possam partir.
Chove aqui, espero que por aí a dor tenha amainado. Porque hoje chovo eu.

que estas curtas palavras te encontrem bem e preparado para o que vem a seguir.

sempre tua
Emília

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